Jovens portugueses leem
cada vez menos e hábitos das famílias influenciam
Em 2019, a maioria dos 7.469
alunos inquiridos num estudo do Plano Nacional de Leitura e do ISCTE admitiu
ter lido menos de três livros por prazer nos 12 meses anteriores ao inquérito.
Os alunos do 3.º ciclo e ensino
secundário leem cada vez menos, segundo um estudo do Plano Nacional de Leitura
e do ISCTE divulgado (…) e que aponta para a influência da família nos hábitos
de leitura.
Em 2019, a maioria dos 7.469
alunos inquiridos admitiu ter lido menos de três livros por prazer nos 12 meses
anteriores ao inquérito e, entre o 3.º ciclo e o secundário, cerca de 21,8% dos
jovens disse não ter lido nenhum livro durante o mesmo período, mais do que em
2007, quando apenas 11,9% deu a mesma resposta.
Esta tendência verifica-se nos
dois níveis de ensino, mas é no secundário que se regista uma diferença maior
entre os dois períodos com a percentagem de alunos que não leram qualquer livro
por lazer a passar dos 11,3% para os 26,2%.
Os primeiros resultados do estudo
apontam ainda para uma relação entre os hábitos de leitura dos alunos e o
contexto familiar e, mais do que a escolaridade dos pais, é a relação das
próprias famílias com a leitura que parece exercer maior influência.
Quanto mais forte é a relação da
família com a leitura, mais livros os jovens dizem ter lido. Mas este é um
fator que se relaciona também com a forma como os alunos utilizam a biblioteca
escolar. Segundo os dados referentes a 2019, a grande maioria dos estudantes
utilizava a biblioteca para preparar trabalhos ou para aceder à Internet, e
apenas 16,1% para levar livros para casa.
No entanto, são os alunos que têm
mais livros em casa aqueles que mais requisitam na biblioteca.
OBSERVADOR SETEMBRO DE 2020
Sem comentários:
Enviar um comentário